Frases para o Dia da Criança, com dois a cinco anos em casa
O que resulta com crianças pequenas não são as frases bonitas sobre a infância, mas frases curtas, concretas e sobre aquela criança em particular. Aqui fica como as escolher, onde as usar no dia 1 de junho e como transformar a frase do dia num hábito que mantém a língua viva o resto do ano.
O que uma criança de dois a cinco anos percebe
A maioria das frases que circulam nesta altura foi escrita para adultos: falam de sonhos, de futuro, de inocência. Uma criança de três anos não retira nada disso. O que ela percebe são frases curtas, no presente, sobre coisas que reconhece em si própria e no dia a dia. Em vez de desejos genéricos, funciona melhor algo como "gosto de te ouvir cantar no banho" ou "és o meu companheiro de passeio". A criança percebe a frase, sorri, e muitas vezes repete-a. Uma boa regra prática: se a frase pudesse ser dita a qualquer criança do mundo, provavelmente não vale a pena. Troque uma palavra por algo que só se aplica a esta criança, o nome do peluche, a rua onde vão buscar o pão, a piada que ela conta sempre.
Onde a frase vai parar no dia 1
Vale a pena decidir antes onde a frase é usada, porque isso muda o tamanho e o tom. Num cartão que a criança vai guardar, cabe uma frase só, escrita em letras grandes, para ela ver mesmo sem saber ler. Dita em voz alta ao pequeno-almoço, pode ser ainda mais curta e repetida duas ou três vezes ao longo do dia, que é como as crianças desta idade realmente fixam o que ouvem. Numa mensagem para a família que está longe, a frase ganha se for acompanhada de uma coisa concreta que a criança fez esta semana, porque dá aos avós assunto para a próxima chamada, e essa chamada é mais minutos de língua.
Do dia 1 de junho ao resto do ano
Uma frase bonita num dia festivo não muda nada sozinha. O que muda é a mesma frase, ou a mesma estrutura de frase, a aparecer todos os dias num momento fixo. Se o 1 de junho servir para escolher um momento, já valeu a pena: à saída da creche, na banheira, ao apagar a luz. Nesse momento, sempre uma frase curta do mesmo tipo, por exemplo dizer o que foi bom hoje, e esperar pela resposta da criança, mesmo que demore. A espera é a parte importante, porque é aí que ela produz língua em vez de só a ouvir. Ao fim de duas semanas a criança antecipa o momento e começa a frase sozinha. É assim que uma frase deixa de ser decoração de um dia e passa a ser rotina.
A parte difícil não é escolher a frase do 1 de junho, é ter uma nova na ponta da língua às sete da tarde, todos os dias, quando a cabeça já não dá. O Voci existe para isso, "Ajuda no dia a dia para criar uma criança com mais do que uma língua", e pode experimentar sem contas nem instalações em https://voci.family/try.





